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sábado, 13 de abril de 2013

A HISTÓRIA SE REPETE.....

Em novembro de 2009, quando eu era o chefe da Equipe de Controle da Poluição Sonora, realizei fiscalizações no IATE CLUBE de Fortaleza e durante esta vistoria, episódios grotescos aconteceram. Abaixo faço a inserção de trechos do acontecido, retirado do livro Tolerância Zero em Fortaleza (paginas 139 a 142):



IATE CLUBE: ....Chegando ao local, solicitamos a presença dos responsáveis e para minha surpresa quem veio advogar a favor do Clube foi uma das autoridades mais influentes do poder público municipal na epóca, que perguntou o que estava acontecendo e informei sobre as denúncias e os níveis encontrados nos apartamentos dos denunciantes e que estava naquele momento autuando o estabelecimento e Embargando o mesmo e solicitei que os equipamentos sonoros fossem desligados. Então “ele” pronunciou uma frase bem curiosa: “O interesse que você tem que cuidar é o das pessoas que estão aqui dentro”??????? Fiquei pasmo com as palavras e retruquei de forma automática: “De forma alguma, a minha função é outra, é zelar pelo cumprimento da lei e zelar pelo sossego e tranquilidade dos cidadãos que tentam descansar para mais um dia de trabalho e não estão conseguindo”. Deste momento em diante “ele” tentou desfazer do trabalho da fiscalização ali postada, chegando inclusive a dizer que representava a Sra. Prefeita e que eu estaria contrariando diretrizes dela. Pensei: Será que estou??????? Disse que eu era uma pessoa difícil e intolerante e eu confirmei que sim e disse: “sabe por que sou intolerante e difícil? Porque não sou político como o seenhor, sou um técnico que zela pelo cumprimento da lei e que não aceito que ninguém desfaça de meu trabalho e de minha equipe.” “Ele” citou meu cargo de forma maldosa e eu imediatamente lhe disse: fique tranquilo, ainda nem fui nomeado oficialmente, estou gentilmente atendendo a uma pessoa séria que me pediu para ajudar a moralizar a cidade, o Sr. Deodato Ramalho. Em determinado momento ele olhou para mim e disse: “vou mandar a Prefeita aumentar seu salário e ordenar que você pare de nos atrapalhar.” Continuei pasmo, mas me mantive calmo e “ele’ continuou afirmando que eu estava errado e que não concordaria que o som fosse desligado, virou de costas e voltou ao interior do clube............
 
abril de 2013....a história se repete.....

Hoje fui surpeendido com a seguinte postagem em meu FACEBOOK, oriundo da página do fiscal e amigo Isídio Masccarenhas:
 
ATENÇÃO FISCAIS DA SEUMA: Venho através desse espaço democrático externar meu repúdio com o ocorrido nessa madrugada com o fiscal Josiel Gomes no clube Náutico Cearense. Em fiscalização na área da regional 2 (operação ronda) o Josiel foi chamado a fiscalizar o Náutico, aonde estava acontecendo uma festa. Ao proceder a medição e constatar 90dBA o mesmo parou a festa e começava a fazer os autos e a apreensão da mesa de som quando aconteceram os problemas: O Deputado Estadual Carlomanos Marques (pmdb) o mesmo que até bem pouco brigou com os Ver. John Montheiro e João Alfredo, furou a proteção do Ronda e Guarda Municipal e empurrou o fiscal Josiel, (agressão fisica) sendo contido por sua mulher senão a situação teria se complicado ainda mais. Muitas foram as ligações a nossa base (3452-6927) de pessoas tentando usar influência politicas para que não acabassemos a festa, contudo, meu posiciamento foi claro, HAVENDO PROTEÇÃO POLICIAL que garanta a segurança do fiscal a festa acabará e será executada a apreensão. Isso foi o de menos, o pior foi que algum tempo após o ocorrido apareceu no local um oficial por nome Major Lucildo que simplesmente ORDENOU que o Tenente responsável pela operação deixasse de nos proteger, além de PREVARICAR usou de sua patente para nos prejudicar deixando-nos na calçada somente com a proteção de dois bravos e competentes guardas municipais. Além do mais esse "Major Lucildo" mandou aumentar o som de novo, disse que nós éramos "fiscalzinhos de merda", "umas bostas da prefeitura" que servidorzinho de prefeitura lá pode mandar em nada que ele tinha 27 anos de farda. Os autos foram lavrados, a mesa infelizmente não foi apreendida face a lastimável PREVARICAÇÃO e abandono da polícia conosco, a festa não acabou, apesar de muita gente ter ido embora revoltada com o inicio da para lisação. Ao chegar quase 6 da manhã em casa comecei a pensar; Enfim, QUEM SOMOS NÓS? Fiscaizinhos de MERDA? Fiscais dos Ricos, pq a eles não podemos encomodar, autuando só o pessoal pobre da periferia? A quem servimos, pra quem servimos? espero que a AFIM e chefes superiores da SEUMA possam tomar providências, senão eu GARANTO daqui pra frente o nosso trabalho será comprometido.. Abraços



Fico pasmo com a qualidade de nossos politicos e de alguns dirigentes de nossa policia militar....as palavras de Isidio demonstram a fragilidade de nossas instituições e o descaso dos mesmos com os reclames de nossa população e com o problema relativo a POLUIÇÃO SONORA....é uma repetição grotesca dos episódios que passei...quando será que isso vai mudar? Com a palavra a senhora Secretária da SEUMA e o ilustre Prefeito de Fortaleza.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

LIVRO TOLERÂNCIA ZERO EM FORTALEZA


Já faz algum tempo que não faço postagens no BLOG, neste período estive concluindo um livro que me foi sugerido por amigos, quando de minha participação em dois congressos de acústica no ano de 2010: Salvador-Brasil (SOBRAC) e Sydney-Australia (ICA). Nestes congressos fiz uma apresentação mostrando como estava sendo feito o combate a poluição sonora em Fortaleza e quais eram os projetos para o futuro. Em Salvador, um baiano e um carioca que assistiram à palestra, fizeram grandes elogios e sugeriram um livro sobre o trabalho. Em Sydney, um sueco que presenciou minha apresentação, também sugeriu que eu fizesse um livro sobre aquele trabalho, mostrando-se muito curioso sobre o mesmo e a metodologia. Aceitando a sugestão, escrevi o livro e o nomeie com o título mais aplicável ao assunto: TOLERÂNCIA ZERO EM FORTALEZA, pois foi assim que ficou conhecido aquele período em que chefiei a ECPS (Equipe de Controle da Poluição Sonora), onde saímos de uma letargia em nosso trabalho e buscamos responder a ânsia da população por resultados mais práticos. O livro é um pequeno histórico deste período, mostrando como o trabalho evoluiu e com relatos dos principais confrontos, além de traçar um perfil do problema em Fortaleza e falar um pouco sobre a poluição sonora em sua essência. É um livro simples e com linguagem simples, mas feito com carinho, tendo como um de seus principais objetivos, mostrar que quando se aplica a lei com seriedade e o poder público se faz presente, a sociedade chega a um equilíbrio saudável.
O livro esta disponílvel no site da editora Premius(link abaixo), na loja da editora (Rua Antonio Pompeu, 1711-Centro) e provávelmente no dia 16 de março de 2013, haverá o lançamento na livraria Saraiva do Iguatemi (Fortaleza).
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